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Guia completo sobre manutenção preventiva em Condomínios

Hoje o tema do nosso artigo vai abordar um tópico do Condomínio que tem tudo a ver com a segurança dos moradores e funcionários: a manutenção preventiva. Para trazer um conteúdo de qualidade, o Professor e Engenheiro Mário Nasi, especialista no assunto, compartilhou com a gente as dicas que trouxemos abaixo.

Vamos conferir as informações compartilhadas pelo profissional? Segundo ele, além de ser importante para a segurança, a manutenção preventiva também significa economia e planejamento, pois um Condomínio preparado dificilmente gasta com manutenção corretiva.

Veja mais junto com a gente:

 

 

1 – O que é manutenção preventiva? 

 

 

Conceitualmente, o termo é muito amplo, mas envolve um conjunto de atividades e ações administrativas e técnicas a serem executadas, antecipadamente, em uma edificação. O objetivo destas ações é conservar e manter a capacidade funcional e o pleno desenvolvimento do prédio/Condomínio, bem como de todos os acessórios e equipamentos eletro-mecânicos, bioquímicos e físicos, a fim de atender todas as necessidades de saúde, habitabilidade e segurança dos seus usuários.

Vale registrar que até pouco tempo atrás, não havia uma cultura de manutenção em Condomínios. Foi só após a aprovação e revisão da NBR 5674/99 (manutenção de edifícios), bem como da implementação das novas normas de desempenho  (NBR 15575/2013), que a indústria de construção civil no Brasil, as prefeituras e os Condomínios iniciaram uma crescente evolução de estudos e planos preventivos de manutenção.

Quando se fala em manutenção preventiva, não podemos deixar de citar a manutenção preditiva, ou seja: aquela que preocupa-se com a otimização de processos, melhoria da produtividade e da qualidade de todos os equipamentos envolvidos num Condomínio. O objetivo desta é otimizar o intervalo máximo entre os reparos, minimizando custos de paradas, através de combinações de técnicas, monitoramento e controle de qualidade.

 

 

2 – Qual a importância de fazer manutenção preventiva? 

 

 

Além de garantir segurança, a manutenção preventiva em Condomínio também ajuda a evitar ações e manutenções corretivas que vão envolver custos altos e não planejados, bem como possível paralisação total ou parcial de um ou mais sistemas. Neste ponto, podemos citar paralisações desnecessárias de máquinas ou equipamentos que são importantes para o pleno desenvolvimento e uso dos Condôminos.

 

 

3 – Como e por quem deve ser feita a manutenção preventiva em Condomínios? 

 

 

A iniciativa das manutenções preventivas é um conjunto de ações legais, administrativas e técnicas que devem partir do Síndico. É importante reforçar que a responsabilidade civil e criminal, por negligência de ações preventivas, que possam comprometer sistemas que envolvem danos físicos e patrimoniais aos Condôminos e demais pessoas, é exclusivamente do Síndico, conforme atual código civil brasileiro vigente.

Logo, recomenda-se que o Síndico tenha  pleno conhecimento e execute todas as obrigações legais civis necessárias, através dos laudos técnicos obrigatórios. Com isso, o profissional manterá o Condomínio em boas condições de uso, habitabilidade e segurança, prevenindo problemas futuros.

 

 

4 – Quanto é possível ter de economia no Condomínio se houver manutenção preventiva? 

 

 

É difícil mensurar um dado como esse, em função da complexidade de cada prédio. Porém, as manutenções preventivas e preditivas certamente evitam e minimizam, expressivamente, gastos com ações corretivas.

 

 

5 – O que deve ser observado na manutenção preventiva? 

 

 

Como citamos anteriormente, as manutenções preventivas devem estar recomendadas nos  laudos técnicos específicos, seja no L.T.I.P. (Laudo de Inspeção Predial), P.P.C.I. (Programa de Prevenção Contra Incêndio), Laudo  de marquises, Laudo de fachadas, Laudo de sacadas, etc.

 

 

6 – Como montar um plano de manutenção preventiva? 

 

 

Após a contratação e o recebimento dos laudos técnicos exigidos por lei, o Síndico, em conjunto com o seu conselho consultivo, deverá planejar, a curto, médio e longo prazo  (até no máximo 1 ano), todas as necessidades e recomendações prévias de manutenções futuras que existem nos laudos técnicos. Também é necessário sempre priorizar os sistemas construtivos, máquinas e equipamentos que não tenham indicadores de colapso e perda de desempenho. Possíveis problemas com esses tipos de equipamentos podem inviabilizar o uso, a  habitabilidade, a saúde e a segurança de todos os moradores, funcionários, usuários, etc.

 

 

7 – Ficha do especialista:

 

  • Engenheiro Mário Nasi;
  • Perito, professor universitário e palestrante sobre patologias construtivas e exigências legais civis;
  • Contato: nasiengenharia@terra.com.br

Abaixo, também trouxemos imagens que representam edifícios que não contaram com manutenções preventivas. Assim, você poderá ver na prática os efeitos que a falta destas ações podem gerar nos Condomínios. Confira:

 

 

 

8 – Confira mais dicas no nosso blog

 

 

Gostou das dicas do nosso especialista? Em nosso blog, cada conteúdo publicado com dicas para Condomínios conta com um profissional por trás da produção. Você pode conferir mais tópicos abordamos abaixo:

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