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Síndicos devem estar em alerta para rachaduras no Condomínio

É uma preocupação de todos os(as) Síndicos(as) de que o patrimônio esteja sempre em ordem. Porém, muitas vezes surgem as indesejadas trincas, rachaduras ou fendas. E quando ocorrem, deixam qualquer gestor em alerta.

A manutenção é um assunto fundamental em qualquer Condomínio. É o tipo de coisa sobre a qual o(a) Síndico(a) deve pensar todo o dia. Esse quesito precisa ser acompanhado de perto, pois é uma maneira de evitar que um descuido se transforme em uma grande tragédia.

É muito importante prestar atenção a qualquer anormalidade que surja em paredes, garagens, coberturas ou estruturas do Condomínio. Tais anomalias podem ser identificadas como fissuras, trincas, rachaduras ou fendas. Esses danos podem ser o primeiro indicativo de que algo não está bem por trás das camadas de massa e tinta.

Os problemas mais graves são os estruturais, que ocorrem nos pilares da construção, podendo causar a queda de parte ou de todo o edifício. O problema estrutural no Condomínio pode ser evidenciado quando a fenda, ou a rachadura, começa a aumentar. Essa rachadura também pode mudar de cor ou ainda sofrer infiltração de água da chuva, atingindo a parte interna do prédio.

As construções mais antigas, com mais de 15 anos, devem receber inspeção completa anualmente. Um trabalho que deve ser realizado por uma empresa ou profissional especializado. No caso de prédios mais novos, essa inspeção pode ocorrer a cada dois anos.

Nos casos em que a obra é recentemente entregue e já apresenta as trincas, fendas ou rachaduras, o dever do(a) Síndico(a) acionar a construtora para que repare os problemas. Geralmente este tipo de construção possui garantia de até cinco anos.

Responsabilidade

 

 

O(a) Síndico(a) é quem responde civil e criminalmente pelo Condomínio se ocorre algum tipo de incidente por negligência. O próprio Código Civil, no artigo 1348, estabelece as responsabilidades do(a) Síndico(a). As responsabilidades civis dizem respeito às atribuições da função do gestor que não foram cumpridas de maneira adequada, prejudicando os(as) Moradores(as) ou outras pessoas.

Já aquelas responsabilidades criminais são relacionadas à situações de calúnia, difamação, apropriação de recursos do condomínio ou funcionários(as). Com relação às rachaduras, qualquer acidente que venha acontecer será de responsabilidade do(a) Síndico(a).

Principais causas

 

 

 

As causas mais comuns que trazem ocorrências estruturais em prédios e condomínios são:

Recalque de Fundação (acomodação da obra sobre o terreno)

 

 

 

Esse problema se manifesta através de fissuras em ângulo de 45° aproximadamente. O recalque da fundação acontece quando diferentes partes da edificação “rebaixam”, por causa da diferença de adensamento do solo. Quanto maior for a diferença dos pontos de recalque, maior será o problema.

Geralmente este tipo de problema já está previsto, e são feitas vergas e contravergas em portas e janelas para minimizar o efeito. Mas se as fissuras começam a aumentar, é um sinal de alerta. As fendas são pontos infiltração, podendo comprometer as paredes interna e externamente. Vale lembrar que as trincas grandes indicam problemas mais sérios de fundação.

Para solucionar o problema é preciso identificar sua causa e a sua gravidade. Nesses casos é feita a selagem das fissuras, principalmente para evitar os problemas de infiltração de água.

Temperatura

 

 

 

A variação da temperatura causa dilatação ou contração no material. Quando eles não estão preparados com juntas de dilatação, ocorrem as fissuras. Elas ocorrem em paredes e nos tetos.

Assim como os recalques, essas fissuras também são previstas. Só não podem ficar em constante aumentando sob o risco de comprometer a alvenaria. Um estudo deve ser feito para avaliar as causas e como as fissuras estão se comportando.

Se não constam as juntas de dilatação na estrutura da obra, é momento de criá-las. Elas funcionam como um ponto de alívio de tensões, permitindo que a estrutura se movimente sem comprometer a segurança e estabilidade da construção.

Tempo correto para secagem do concreto

 

 

 

O concreto deve passar por um processo conhecido como secagem. É preciso respeitar esse período, pois durante esse processo a perda rápida de água causa a retração, e consequentemente fissuras. É recomendado manter a superfície da laje úmida após a concretagem.

As fissuras de reboco por causa da retração não são um risco estrutural, mas comprometem o acabamento e revestimento final. Já nos casos de lajes e outros elementos estruturais, as fissuras podem representar pontos críticos e que podem levar à exposição das armaduras e, aí sim, colocar em risco a estrutura.

Ao perceber as fissuras em paredes ou tetos, uma boa medida é refazer o revestimento, respeitando os períodos estabelecidos para execução de cada etapa do trabalho. Quando forem fissuras em elementos estruturais, o mais indicado é contar com um profissional especializado para fazer a avaliação.

Menos prejuízo

 

 

 

Para evitar grandes despesas e graves acidentes, o acompanhamento das estruturas deve ser periódico. Em vários casos, o surgimento dessas rachaduras ou trincas não trazem muitas preocupações.

O essencial é que haja o monitoramento mensal frequente pelo(a) Síndico(a) e pelo(a) zelador(a). Sempre que alguma mudança seja percebida, como uma abertura ou mudança de cor da fissura, um especialista deve avaliar o prédio.

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