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A presença de pets no Condomínio

Hoje muita gente adota um animalzinho de estimação. E também, nas grandes cidades, muita gente vive em Condomínios. Os locais têm suas próprias regras, e em alguns casos, não dispõem de espaços muito amplos.

Este é o ponto onde podem surgir desavenças. Pois às vezes, a presença dos bichinhos pode tornar-se motivo de intriga ou conflitos entre Moradores(as).

Mas há como contornar a situação. Algumas medidas podem amenizar os conflitos e garantir um lar seguro e saudável para os animais. Os donos dos pets devem estar atentos às regras para animais no Condomínio.

É uma questão delicada, mas a informação é o melhor remédio. As regras do Condomínio devem ser claras em relação a presença dos animais domésticos. Elas devem explicitar as situações como as áreas onde os animais podem circular, se só do elevador para a portaria ou não, se podem usar o elevador social, se devem usar guia e coleira ou não.

Além disso, devem abordar questões como “o que acontece se o animal fizer necessidades nas áreas comuns”, “como deve ser tratado o assunto barulho”, entre outros tópicos. De preferência que definam o máximo de situações possíveis para que não ocorram mal entendidos.

Ao contrário do que muita gente pensa, o Condomínio não pode obrigar o dono a carregar o pet no colo. Nem pode estipular um porte ou raça específica para o animal. O que deve ser levado em consideração é que os pets não interfiram no bem-estar do Condomínio.

Direitos e deveres

 

 

Para se ter uma ideia, a Pesquisa Nacional de Saúde de 2013, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em parceria com a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet), mostra o Brasil como a segunda maior população de pets em um ranking mundial. São mais de 52 milhões de cachorros e cerca de 22 milhões de felinos habitando lares e ruas do país.

E dessa multidão, aqueles que vivem em Condomínio frequentemente são alvos de queixas sobre o barulho. Além disso, mau cheiro, medo ou fobia a animais fazem parte da lista das reclamações mais comuns. Estabelecer regras de convivência que garantam o bem-estar e a segurança dos(as) Moradores(as) e dos animais é uma medida que evitará muitos conflitos.

Assim como as pessoas, os animais têm seus direitos e deveres dentro do Condomínio. Um deles, para o tutor, é o direito à propriedade.
A Constituição Federal (Art. 5º, XXII e Art. 170, II) assegura a presença dos pets em unidades do Condomínio, desde que eles não causem riscos à segurança e saúde dos(as) Moradores(as).

Outro direito é o de passear nas áreas comuns do Condomínio. Proibir o(a) Morador(a) de circular com seu animal nestes locais, infringe seu “direito de ir e vir”. Essa possibilidade é assegurada por lei, desde que o animal não comprometa a segurança do espaço.

Usar guia curta e manter o animal próximo ao corpo nas áreas comuns do Condomínio, focinheira para animais de grande porte ou agressivos, não permitir que crianças pequenas passeiem com os animais sem supervisão e prezar pela segurança dos vizinhos são alguns dos deveres do dono.

No que diz respeito ao barulho, alguns latidos ou miados quando o responsável chega em casa são muito normais. Porém latidos ou miados constantes são anormais e refletem incômodos do animal, além de importunar os demais Moradores(as).

Normalmente quando animais emitem sons incessantes, é que estão passando por algum sofrimento como fome, sede, solidão, dor ou mesmo porque estão presos. E Isso configura crime de maus-tratos. Portanto é dever do tutor garantir o bem-estar do animal e o sossego dos vizinhos.

Dicas para ter os pets em Condomínio

 

Evitando o estresse

É, nossos amigos peludinhos também podem se estressar. E uma maneira de evitar que isso ocorra é colocando o amigo a malhar! A prática de exercícios físicos pode ser realizada seguindo uma rotina de acordo com o tipo e a raça do animal.

Tanto os cães de grande como de pequeno porte precisam passear entre uma ou duas vezes por dia. Nestes passeios pode ser incentivado o contato com outro animais. Os gatos também funcionam da mesma forma. Apesar das diferenças entre felinos e caninos, a prática adotada pode ser a mesma.

Qualquer pet pode desenvolver fobias e depressão se permanecer por muito tempo trancado em de casa. Embora os gatos sejam considerados animais de “apartamento”, se acostumados desde de cedo, podem passear com seu tutor usando uma guia.

Um animal que não está estressado, dificilmente irá fazer ruídos que interfiram no conforto dos demais vizinhos.

Segurança

 

 

O primeiro cuidado ao adotar um pet é que a casa ou apartamento esteja equipada com as redes de proteção. Isso proporcionará um espaço doméstico sem perigo, deixando o ambiente seguro para o animal correr e brincar. As redes também servem para evitar que eles fujam, importunando outros(as) Moradores(as).

A questão deve ter mais atenção ainda quando se trata de gatos. É preciso observar com alguma frequência se o felino não está roendo a tela. Este é um hábito comum entre alguns destes bichanos.

Higiene

 

 

Muitas vezes as necessidades fisiológicas dos pets acabam criando transtornos e desavenças entre os(as) Moradores(as). Por isso, uma das atitudes do tutor para evitar este tipo de conflito é ensinar o animal a fazer suas necessidades dentro de casa.

Além de evitar problemas com vizinhos, fazer suas necessidades em casa é um comportamento saudável para os bichinhos. Quando o tutor leva o pet para rua, causa uma relação de dependência com o animal. Isso pode fazer com que o pet fique segurando suas necessidades, favorecendo o surgimento de doenças como infecções urinárias.

Condomínios precisam seguir regras de boa convivência. E para ter animais, sua presença não pode implicar em riscos de ataques, em perturbação constante do silêncio ou prejuízo à saúde dos habitantes das redondezas. Muito carinho e bom senso podem ajudar na questão.

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