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Regras do Condomínio para mudanças

Uma mudança é sempre um começo, um recomeço, uma vida nova, uma nova oportunidade. Os motivos são muitos: ter um novo trabalho, transferência de cidade, estudos, casamentos, divórcios. Situações não faltam para dar origem a um novo endereço.

Mudar-se para um novo local demanda alguma organização. O que ninguém quer é danificar ou quebrar seus móveis e pertences durante a trajetória para o novo lar. E mais, é preciso estar atento para não riscar ou danificar o patrimônio do antigo ou do novo Condomínio.

Pode ser uma grande perda de tempo e dinheiro não se certificar de quais são os horários disponíveis para fazer a mudança. Pois imagine o caminhão carregado com os móveis precisando ir embora e só retornando no outro dia. Além do transtorno, possivelmente a despesa aumentaria um pouco mais.

Fora as questões de transporte, há também algumas obrigações que o novo(a) Morador(a) terá para realizar sua mudança com tranquilidade e segurança. Pois este tipo de situação trará pessoas estranhas circulando pelo Condomínio, a utilização do elevador ficará limitada por algumas horas e outros fatores que podem mudar a rotina dos(as) Moradores(as).

Por isso é muito importante que o(a) Síndico(a) acompanhe a mudança, tanto na chegada dos novos, como na saída dos antigos(as) Moradores(as). Pois para que a transição seja feita com sucesso, é importante que o regulamento interno do Condomínio seja respeitado. Caso não seja possível estar presente, é interessante colocar um funcionário para fiscalizar o serviço.

Chegando a hora de mudar

 

 

A primeira atitude que deve ser tomada pelo(a) Morador(a) que chega ou sai, é comunicar a sua movimentação com antecedência. A falta dessa comunicação é um problema comum. A imobiliária responsável pela venda ou aluguel do imóvel deve deixar a par seu cliente sobre o regulamento existente no Condomínio no que diz respeito à mudança.

Por via de regra, os Condomínios permitem mudanças durante a semana em horário comercial. As normas de horários, por exemplo, existem para manter o respeito pelos demais Moradores(as). Muitos podem estar descansando, dormindo,etc.

Alguns Condomínios reservam um elevador para facilitar a mudança e disponibilizam carrinhos para ajudar a transportar objetos. Quando possível, demarcam com cones uma vaga de estacionamento para garantir que o caminhão possa ficar o mais próximo do prédio em questão. Nos elevadores, pelo risco de arranhões ou outras avarias, o indicado é sempre colocar algum tipo de protetor dentro da cabine.

Alguns(as) Síndicos(as) se antecipam, e quando sabem de um aluguel ou venda recente, encaminham ao(à) Morador(a), antes dele chegar ao novo endereço, as regras para mudanças com os dias e horários permitidos.

Outro motivo de preocupação é a segurança. Se não estiver bem organizada, a mudança pode ser um momento suscetível a ação de criminosos. Para evitar este tipo de problema, o(a) Síndico(a) deve saber, através da imobiliária ou proprietário, para quem o imóvel foi vendido ou alugado, bem como o horário e o dia da mudança.

A portaria deve estar informada com pelo menos 24 horas de antecedência. Também é importante ter os dados da empresa responsável pelo transporte e a identificação dos carregadores.

Taxa de mudança

 

 

Alguns Condomínios aplicam a taxa de mudança quando um morador está chegando ou saindo de uma unidade. A taxa de mudança tem como objetivo compensar gastos extraordinários causados pela movimentação da mudança.

Este tipo de cobrança ocorre mais em Condomínios de apartamentos, pois uma mudança nesses locais, devido ao espaço, pode acabar causando alguns transtornos. Alguns exemplos são a limpeza do prédio, comprometida pelo entra e sai dos carregadores, ou mesmo por danos causados nos corredores do condomínio, ocasionados pelo transporte de grandes objetos.

Normalmente esta taxa chega junto ao boleto do Condomínio, sempre no mês seguinte. Ou seja, o(a) Morador(a) precisa estar preparado para arcar com mais este custo. O valor é determinado pelo condomínio. Mas não deve ser uma despesa muito alta, tendo em vista o pagamento das taxas condominiais todos os meses.

O(a) Síndico(a) pode auxiliar na organização

 

 

As regras da mudança costumam estar presentes no Regimento Interno ou Convenção do Condomínio. Porém, quando não há diretrizes sobre esses assuntos, cabe ao Síndico definir horários em que as movimentações podem ser feitas.

Estar prevenido para estes momentos é sempre uma ótima escolha. Portanto o melhor é já contar com um regulamento atualizado sobre o assunto. A ideia é estipular as normas no Regimento Interno e oficializá-las, evitando transtornos no futuro.

Essas regras devem conter itens como os horários e dias mais adequados para fazer a mudança. Este tipo de definição vai variar muito, devido a realidade de cada Condomínio.

Como pode ser um momento onde o Condomínio fique vulnerável, é necessário redobrar a atenção com segurança, evitando colocar o bem-estar dos(as) Moradores(as) em risco. Outra atitude que pode ser tomada, porém para assegurar o patrimônio, é disponibilizar um funcionários para acompanhar a mudança com o objetivo de evitar possíveis danos ao Condomínio.

O(a) Síndico(a) deve informar ao pessoal que está chegando sobre a capacidade do elevador, evitando danos ou mesmo acidentes. Também deve esclarecer para os novos moradores que casos atípicos, como o içamento de móveis, precisam ser comunicados com antecedência.

É papel do(a) Síndico(a) também se despedir do antigo morador e fazer uma boa recepção àqueles que chegam. É uma maneira de manter ou começar uma boa relação. Até porque, a primeira impressão é a que fica.

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