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Falhas que podem comprometer o orçamento do Condomínio

Uma gestão condominial transparente é um primeiro passo para evitar problemas no Condomínio. É claro que o desejo de todo(a) Síndico(a) é de que tudo transcorra perfeitamente, que as contas estejam em dia e os(as) Moradores(as) satisfeitos.

A verdade é que são poucos(as) Síndicos(as) que possuem de fato experiência em gestão condominial. Essa condição muitas vezes os fazem adotar medidas equivocadas, que podem ser frequentes e gerar consequências graves para o Condomínio, Moradores(as) e também para si mesmo.

Um(a) Síndico(a) tem diversos deveres, o que pede habilidades e a capacidade de tomar decisões em situações de emergência. Mas escolhas erradas podem custar caro e acabar afetando o orçamento do Condomínio. E elas são mais comuns do que se imagina.

Confira agora algumas das falhas que podem comprometer o orçamento do condomínio.

Não levar em conta a possibilidade de inadimplência

 

Índices de inadimplência acima de 4% podem comprometer o fluxo do orçamento do Condomínio. Caso aconteçam muitos casos de inadimplência, o gestor deve agir no intuito de tentar resolver a situação o mais rápido possível. Pode ser através de acordos amigáveis, protestos, com a administradora ou ainda por via judicial. Deixar a situação de inadimplência se estender por muito tempo terá reflexos negativos nas contas do Condomínio.

É o tipo de situação em que o(a) Síndico(a), para garantir o bom funcionamento e as contas do Condomínio, terá que buscar recursos planejados para outras áreas, como de uma poupança exclusiva para realizar benfeitorias. Com isso, as reformas e modernizações ficariam comprometidas, o que consequentemente poderia desvalorizar as unidades.

Recursos para manutenções preventivas

 

Não ter uma poupança para a realização das manutenções preventivas é um erro que pode afetar o bolso dos(as) Moradores(as). O Condomínio precisa ter previsto em seu orçamento as despesas que acontecerão com as reformas e manutenções. São obras ou serviços em piscinas, elevadores, iluminação, áreas de lazer, entre outros espaços, que têm como objetivo deixar tudo funcionando perfeitamente no Condomínio. Vale lembrar que ajustes de emergência costumam ser muito mais caros do que planejar uma manutenção corretiva.

Por exemplo, o playground precisa de manutenção constante. Como os brinquedos ficam ao ar livre, podem surgir peças enferrujadas ou quebradas que coloquem em risco a saúde das crianças. A manutenção frequente dos equipamentos e estrutura do Condomínio é uma atitude que evitará uma série de prejuízos, incluindo a possibilidade do(a) Síndico(a) ter que responder judicialmente.

Dissídios e décimo terceiro dos funcionários

 

A cada ano o condomínio deve aumentar o salário dos seu funcionários. O dissídio precisa ser levado em conta, bem como o décimo terceiro, que normalmente começa a ser pago em novembro. Não fazer a previsão deste gasto pode contribuir para o aumento da inadimplência, principalmente nos últimos meses do ano. A folha de pagamento representa praticamente a metade dos gastos do condomínio, e qualquer variação nessa área impactará diretamente nas despesas.

Usar receitas pagas pelos(a) Moradores(as) antecipadamente

 

Muitos(as) Moradores(as) pagam a taxa condominial antecipadamente. Algumas vezes até no mês anterior ao prazo de vencimento. A prática acontece porque as administradoras costumam enviar o boleto com antecedência, com o objetivo de estimular o pagamento em dia. É preciso ficar bastante atento para não considerar as cotas pagas antecipadamente como excesso de receita, o que pode gerar um grande problema orçamentário nas contas do mês seguinte.

Não conversar com os(as) Moradores(as) sobre orçamento

 

A assembleia ordinária de condomínio acontece anualmente. E se limitar a falar com os(as) Moradores(as) sobre o orçamento somente nesse momento é insuficiente. A conversa orçamentária deve ser ampla. Desta forma, muitos(as) Moradores(as) se identificam com a gestão, considerando-a participativa e também se engajando no dia a dia do Condomínio.

Não combater desperdícios

 

Algumas despesas não são possíveis de serem eliminadas. Mas em contrapartida, é possível evitar desperdícios que acabam aumentando os gastos do Condomínio. Com informação e conscientização dos(as) Moradores(as) é possível economizar água, energia, manutenção e também com a limpeza do local.

Algumas melhorias podem ser levadas em consideração. Seja para um projeto de iluminação mais eficiente, ou ainda projetos com viés sustentável como a captação de água da chuva, energia solar, entre outros. O custo é alto inicialmente, mas a longo prazo ele se pagará e trará uma série de benefícios.

Não consultar especialistas

 

Algo que pode complicar a gestão do(a) Síndico(a) é ele acreditar que “sabe tudo” sobre as diversas áreas do Condomínio que precisam de atenção. Seja na área contábil, jurídica ou mesmo de manutenção. Quando ele toma decisões sem um prévio conhecimento do assunto, pode estar colocando em risco não só o orçamento do Condomínio, mas sua estrutura como um todo e o bem-estar dos(as) Moradores(as). É seu direito contratar profissionais, como engenheiros, contadores, agentes de seguros e advogados para ajudar em questões relacionadas ao Condomínio.

Administrar um Condomínio exige uma grande habilidade com as contas, pois diz respeito ao controle e distribuição da receita entre todos os investimentos necessários. E tudo isso sem deixar de lado a transparência.

É preciso deixar à disposição dos(as) Moradores(as) os dados das movimentações financeiras. Os recursos disponíveis na conta do Condomínio são de todos que ali vivem e para ele contribuem. A partir daí cabe ao(à) Síndico(a) gerir as negociações de gastos e receitas, mantendo um bom fluxo de caixa.

O dever do gestor é deixar as contas em dia, manter um fundo de reserva para emergências e garantir o salário dos funcionários. Falhas neste sentido podem acarretar problemas judiciais ao Condomínio. O(a) Síndico(a) também não deve esquecer de prestar as contas mensalmente e estar a disposição para sanar eventuais dúvidas dos(as) Moradores(as). Um controle financeiro eficiente permite que o orçamento seja equilibrado, garantindo uma boa administração.

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