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13/12/2018

Aprenda a reconhecer e lidar com um condômino antissocial

A vida em comunidade é sempre desafiadora, uma vez que as pessoas têm personalidades e opiniões diferentes. Quando se pensa em um Condomínio, o desafio parece ser ainda maior. Reconhecer e lidar com um Condômino antissocial pode ser difícil, mas não é impossível. Em primeiro lugar, é preciso saber o que o caracteriza. Nas linhas abaixo, especialistas dão o caminho para lidar bem com pessoas desse perfil.

“Em geral, são pessoas intimamente problemáticas e que transferem para o seu entorno a sua incapacidade de lidar consigo própria ou de buscar soluções para seus problemas. O outro sempre será o culpado por suas desventuras. Isso gera um misto de sentimentos nas demais pessoas que perpassam da raiva à pena, fazendo com que seja sempre desagradável estar em sua presença”, explica a especialista em gestão Condominial Mara Lucia Lopes Fernandes.

Além disso, o Condômino antissocial apresenta dificuldade em aceitar as normas estabelecidas na convenção do Condomínio. “Uma característica presente em praticamente todos os Condôminos que demonstram comportamento antissocial é a dificuldade de aceitação das regras de convivência a todos impostas, seja porque não foram educados adequadamente, seja por entenderem que tais regras a eles não se aplicam”, acrescenta o advogado e Síndico profissional Antônio Celso Dalle Molle.

Comportamentos violentos

Outra característica muito presente no Condômino antissocial é a agressividade. Por isso, é importante estar atento a comportamentos violentos, que geralmente têm origem em distúrbios de ordem psicológica. “Pessoas com comportamentos antissociais tendem a apresentar agressividade exagerada e baixa tolerância à frustração; costumam se achar sempre certos e vítimas de perseguição. E, quando confrontados, podem agir com violência”, alerta Dalle Molle.

O (a) Síndico (a) também deve estar precavido (a) quanto à tentativa de criar problemas e desentendimentos, com o objetivo de colocar em dúvida a administração do Condomínio. “Normalmente, esse tipo de Condômino não faz parte da solução; sendo assim, sempre levantará ou criará problemas, provocando situações impróprias ou mesmo falando inverdades”, complementa Fernandes.

Busca pelo diálogo

Depois de identificar um Condômino antissocial, é fundamental buscar uma aproximação com ele a fim de diminuir os problemas de convivência. Para tanto, o caminho mais prudente a seguir é por meio do diálogo. “O sucesso dessa relação, ou seja, a neutralização do efeito nocivo de um perfil antissocial passa pelo estabelecimento de um canal de acesso de forma simples, objetiva e direta. Dessa forma, talvez tenha mais êxito do que notificar ou multar a pessoa”, pontua Mara Lucia.

No entanto, antes de procurar o Condômino antissocial, é preciso planejar a ação. É recomendável não fazer isso sozinho e manter a calma diante de possíveis reações intempestivas. “Deve-se evitar falar sozinho com esse tipo de pessoa. É bom estar sempre acompanhado por outros Condôminos ou funcionários do prédio, principalmente se for exigir alguma mudança de comportamento. Nunca se deve discutir ou se alterar com esse tipo de pessoa. Calma, polidez e firmeza são recomendações importantes”, aconselha Antônio Celso.

O papel do (a) Síndico (a)

Na figura de gestor do Condomínio, é evidente que o (a) Síndico (a) tem papel relevante na relação com o Condômino antissocial, liderando o trabalho de identificação e aproximação com esse tipo de pessoa. Além de estar sempre acompanhado, é importante que o (a) Síndico (a) registre como foi o contato com o Condômino. “É fundamental deixar registrado em livro de ocorrências como se deu o contato com esse Condômino, descrevendo tudo o que ocorreu durante o contato e recolhendo a assinatura de quem o acompanhou”, afirma Dalle Molle.

Mais do que qualquer outro morador, o (a) Síndico (a) deve manter o equilíbrio emocional ao conduzir a relação com Condômino que tenha o perfil antissocial, até para perceber quando o diálogo não está sendo eficiente. “É importante ressalvar que, ao (à) Síndico (a), é necessário cautela e astúcia para não cair nas provocações feitas, e que é salutar a sua gestão se valer das ferramentas de advertência e mesmo multa ao perceber que todas as outras alternativas não obtiveram êxito”, finaliza Fernandes.

Confira dicas para evitar problemas com Condôminos antissociais:

– Busque uma aproximação amistosa com base no diálogo.

– Evite estar sozinho quando for conversar com tais pessoas.

– Fique atento a atitudes conflitantes e a comportamentos violentos.

– Não hesite em procurar auxílio administrativo ou jurídico em caso de dúvidas.

– Não se altere durante o diálogo: mantenha a calma e a polidez, mas sem perder a firmeza.

– Registre no livro de ocorrências qualquer contato com este tipo de pessoa.

– Saiba o momento de aplicar advertências ou multas caso o diálogo não obtenha êxito.

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