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Amigo(a) de Síndico(a) também deve cumprir as regras do Condomínio

Amizade entre Síndico (a) e Condômino não significa impunidade. Independentemente do grau de intimidade, é preciso cumprir as normas do Condomínio. A seguir, a especialista em Gestão Condominial, Mara Lucia Lopes Fernandes, nos conta um episódio sobre o corte de relações entre um Síndico e um Condômino em razão do descumprimento de uma regra. Leia o relato e como ele foi resolvido.

Nos Condomínios, é bastante comum a formação de grupos por afinidade ou por interesses comuns e o (a) Síndico (a) residente não está fora desse processo. Em razão disso, em geral, há o grupo dos amigos (as) do (a) Síndico (a) e um entendimento corrente de que “aos amigos do rei, tudo”. O que faz parecer que aqueles (as) que usufruem da intimidade com o (a) Síndico (a) estão acima dos regramentos.

Em certa oportunidade, um Condômino que, além de ser próximo ao Síndico, também era membro do conselho fiscal, resolveu que andaria pelo Condomínio com o seu cão sem guia. Naquele edifício, a regra determina que cães, independentemente do porte ou raça, só podem circular pelo Condomínio com a guia. Essa conduta gerou um constrangimento, tendo em vista que vários Condôminos contataram o Síndico para interpelá-lo em razão do comportamento do conselheiro.

Não havia o que questionar. Por causa do acontecido, o Síndico emitiu uma notificação para o dito Condômino/conselheiro e amigo, como faria para qualquer outro. A pessoa, então, sentiu-se bastante ofendida e rompeu laços com o Síndico. Mais do que isso, pediu exoneração da função de conselheiro e, como não bastasse, ainda formou um grupo dos que eram contrários à administração, gerando toda a sorte de incômodos desnecessários.

A consciência do (a) Síndico (a)

Embora pareça pouco provável e até mesmo pouco racional, atitudes como essas são comuns nos Condomínios, trazendo ao (à) Síndico (a) uma carga extra de estresse, com esses “amigos (as)” que concluem estar imunes por serem íntimos.

É fundamental ao (à) Síndico (a) o senso de quais são os papéis que ele desempenha junto àquelas relações, a fim de que seja mantida a saudabilidade, tanto da gestão quanto das amizades.

Sob hipótese alguma é dado a quem ocupa a função de Síndico (a) o direito de se omitir em relação às práticas abusivas dentro do Condomínio, sejam elas praticadas por pessoas próximas ou não. A ele (a) cabe zelar pelo cumprimento do regramento acordado em decisão de assembleia, mantendo claro que, enquanto Síndico (a), não permitirá que se descumpram as regras.

Amigo (a) de Síndico (a), afinal, deve ser o (a) primeiro (a) a “andar na linha”.

Algumas lições para anotar:

– Cabe ao (à) Síndico (a) notificar qualquer Condômino que descumpra as regras.

– Nenhum Condômino está acima das normas do Condomínio, independentemente do grau de intimidade que tem com o (a) Síndico (a).

– Um (a) Síndico (a) consciente garante a boa relação com os Condôminos e com os amigos, sem que para isso abra mão do cumprimento de sua função.

 

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