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12/12/2018

Entenda os tipos de cobrança e como elas devem ser feitas

A maneira de se gerenciar as finanças Condominiais não deve ser diferente de como é administrado o caixa de uma empresa. É essencial que o administrador esteja atento tanto aos gastos quanto às receitas. Porém, no caso do controle feito em Condomínio, há uma especificidade: a atenção deve ser redobrada para a parcela de pagamentos que cabe a cada Condômino, a fim de se manter o equilíbrio, evitar a inadimplência e, consequentemente, o prejuízo. Parece difícil? Nós vamos ajudar!

Em caso de atraso no pagamento das cotas de um Condômino, cabe ao (à) Síndico (a) o papel de cobrar o acerto da contribuição. Para tornar o processo mais eficiente, essas cobranças podem ser divididas em três categorias, de acordo com o grau de inadimplência.

O gestor de cobrança da Auxiliadora Predial Rodrigo Wienekiewicz detalha: “existe a cobrança administrativa, exercida pela administradora, e que se caracteriza apenas pelo lembrete do atraso. Há a cobrança extrajudicial, exercida pelo escritório parceiro, que serve para evitar o ajuizamento e seus custos ao Condomínio e ao Condômino. E, a mais grave, que é a cobrança judicial, feita depois de exauridas as tentativas nas outras fases de cobrança, na qual indica-se o ajuizamento da ação de cobrança para a recuperação dos valores em juízo. Nessa instância, a cobrança pode levar o imóvel à leilão, caso não seja honrada”.

Diferentes níveis de cobrança

Para vários tipos de cobrança, há várias formas de realizá-las. Elas também devem seguir as gradações, utilizando os diversos canais de comunicação disponíveis. O contato com o Condômino inadimplente acontece inicialmente de forma mais remota, tornando-se mais frequente na medida em que o tempo passa.

“A cobrança administrativa é feita passados de 10 a 20 dias de atraso. É realizada por meio de SMS, informando o Condômino sobre a inadimplência. Já na cobrança extrajudicial tem-se o início os contatos telefônicos, além dos informativos via SMS, e-mail e até aplicativos como o Whatsapp, propondo meios de pagamento para a regularização das pendências financeiras, a fim de evitar o ajuizamento da ação de cobrança”, esclarece Wienekiewicz.

Para o último nível de cobrança, a judicial, inicia-se a fase de tentativa de recuperação de valores em juízo, o que, de acordo com o especialista, “pode levar o imóvel à leilão para o pagamento das cotas inadimplentes”.

Embora haja diferentes níveis de cobrança, Rodrigo Wienekiewicz orienta que Síndicos (as) tentem resolver o problema o mais breve possível, evitando prejuízo às contas do Condomínio e a definição nos tribunais. “A relutância do (a) Síndico (a) em aceitar que a cobrança é um fator agregador ao Condomínio pode acarretar prejuízos financeiros que se refletirão no bolso dos que pagam suas cotas em dia. Então, quanto mais breve se iniciar a cobrança, maior é a chance de recuperação”, finaliza.

Tipos e formas de cobrança:

– Cobrança administrativa: é exercida pela administradora como apenas um lembrete do atraso. Feita através de SMS, e-mail ou carta.

– Cobrança extrajudicial: é exercida pelo escritório de advocacia parceiro do Condomínio para evitar o ajuizamento de ação e seus custos ao Condomínio e aos Condôminos. Feita por meio de ligações telefônicas e informes por SMS, e-mail e até por Whatsapp.

– Cobrança judicial: é feita depois de exauridas as tentativas nas outras fases de cobrança, indicando o ajuizamento da ação de cobrança para a recuperação dos valores em juízo, podendo acarretar no leilão do imóvel. É feita formalmente por meio de intimações da Justiça.

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